Sexta-feira, 21 de Julho de 2006

Enfim, de volta

Olá blog meu. E olá, fortuitos e raros visitantes .

Enfim, volto a fazer um post aqui, desta feita nada pré- ou pós datado. Não, não deixei de ter insonias, estive foi a explorar outras geografias, outras virtualidades. Suspeito que vem ai a insónia de novo, pelo que espero enfiar aqui as respectivamente relacionadas inconsequencias e estupidezes habituais.

Mas, de resto, tenho a deixar aqui anotado: este blogs-beta do sapo já têm maturidade, estabilidade, complexidade e qualidade (que sempre teve), para deixar de ser beta. Talvez os "outros" blogs devessem passar a chamar-se "blogs-omega" por uns tempos, e estes devessem perder o sufixo "-beta" definitivamente...

Há coisas que eu ainda não entendo, apesar de bem habituado a enfrentar resistências contra as mudanças, contra progresso. Estas são sempre irracionais, muitas vezes fruto de pura ignorância, tantas outras vezes apenas fruto de insegurança e incerteza. Mas no caso dos blogs???! Enfim, explique-se lá isso...

Abraço a quem me leia. Felizes insonias.
sinto-me: estranho...
publicado por Sergio às 14:07
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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005

Ilusões de Regresso...

Bem, não posso deixar passar esta e vou abrir uma excepção e tentar falar a sério em qualquer coisa. Ou melhor, escrever algo que de facto tenha um conteúdo qualquer...

Quando eu vinha a caminho de cá, já mesmo a chegar, o avião entrou ali em final la prós lados do farol da caparica, a fazer-se à pista. Esta aproximação é a minha favorita, porque ele passa quase em cima da Ponte 25 de Abril, e esta vê-se ali em baixo a estibordo, meio de ângulo, quase como se se pudesse tocar nela com os dedos. Naquela madrugada o dia estava lindo. E eu, tal como qualquer miúdo que viaja pela primeira vez, esborrachei o nariz contra o plexiglas da janela, ignorando a condensação incomodativa, tentado absorver a vista: o porto, as docas, um navio de cruzeiro acostado, lá ao fundo as Amoreiras, de repente já baixinho e a Feira Popular a correr, e depois, quase de seguida e quase sem permitir que recuperemos o fôlego, o "touch down", o chiar dos pneus e as palmas serôdias dos viajantes a aplaudir um piloto que faz aquilo mecânicamente e com auxilio do abençoado ILS.

Ainda antes de chegar ao tal farol da Caparica, eu mentalmente ia imaginando, com auxilio do meu relógio, a que altitude estavamos, e, como sempre, enganei-me. Sei que me enganei por uma razão muito simples: o piloto tem de abrir o trem abaixo dos 10 mil pés, portanto, se na altura que ele abriu o trem eu pensava que estavamos ainda a 15 mil, isso significa que eu estava redondamente enganado. Raio de piloto daria eu! Mas, adiante, não era nada disto que eu queria falar. O que eu queria dizer, antes de enveredar por mais esta inconsequente e desinteressante disertação, era que eu vinha cheio de saudades e cheio de expectativas e estava a sentir tudo isso à medida que via o recorte da costa a desenhar-se no horizonte. Tinha de cá saído em 2002, portanto em 3 anos muita coisa pode mudar e eu preparava-me para algumas surpresas.

Optimista, confesso e aparolado como sou, claro que idealizava suspresas agradáveis. Coisas assim do tipo: as pessoas começaram a sorrir e a dizer "obrigado" e "desculpe" ou "com licença"; os condutores da Carris passaram a dizer "bom dia" ou "boa tarde" ou "boa noite" - com um sorriso franco - aos passageiros que entram nos autocarros; os carros deixaram de estacionar em segunda fila ou em cima dos passeios; na segunda circular já nao há engarrafamentos; as pessoas despejam os tabuleiros depois de comer no McDonalds; enfim, a lista podia ir ainda mais longe. É como digo, optimismo lamechas. Não nego, sou mesmo aparolado.

Então, nada me tinha preparado para a realidade, claro. Óbviamente, pouco havia mudado. Mas garanto que foi quando pisei uma coisa escorregadia e malcheirosa, de uma espécie abundante nos passeios, que me saltou a tampa. É que todos esses paseios ao pé da minha casa têm lá uma pequena placa com um cãozinho a apontar com a cauda, de forma bem clara, para aonde se espera que os seus fiéis amigos humanos os convençam a largar as suas cargas intestinais. Já agora, eu até saloiamente pergunto: esses humanos, meus vizinhos, que passeiam os seus melhores amigos caninos por ali, de facto também usam os passeios e não são imunes à pisadela na merda, pois não? Ou será que desenvolveram, pela convivência com os seus animaizinhos, um qualquer sexto sentido, um radar que os faz serem capazes de evitar a trampa? Enfim, espero que pisem e voltem a pisar e que venham a ter que limpar a sola dos seus sapatos todos os dias e todas as vezes que saiem à rua, e, mais, que o cheiro se lhes entranhe pela casa toda e lhes ofenda para sempre as narinas.

Pedir que essas pessoas andem de saquinho plástico e uma pázinha na mão, quando passeiam os seus cãezinhos, para apanharem civilizadamente as poias com que estes presenteiam os outros transeuntes, é de facto pedir de mais, acredito. A evolução tem de se fazer penosa e lentamente, claro. Mas, bolas!, custa alguma coisa fazer o cão cagar na rua, onde os carros da câmara passam e limpam???

Não vou perder o sono por causa disto, acreditem. Tenho muito mais coisas que me causam a cronica insónia. Mas que perdi algumas das ilusões com que eu vinha inundado, isso perdi...
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publicado por Sergio às 19:12
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