Sexta-feira, 22 de Setembro de 2006

Ilhas...

Não era giro que a gente pudesse simplesmente viver numa ilha perfeita?

Deixem-se de estereótipos: estou mesmo a falar duma daquelas ilhas sem “resorts”, praias branquinhas e palmeiras... LOL! Nada de mar aquecido por "caldeiras"...

Só umas ideiazinhas, e factos, para aqueles que dependem da boa e velha *DSL ou equivalente:


  • A Jamaica tem DSL

  • Eu já trabalhei para a empresa que fornecia o DSL lá
  • O Ian Fleming comprou lá uma casa

  • A casa do dito é à beira da praia, está cheia de relvados e tem montes de janelas enormes
  • Ele já não é vivo
  • Os livros dele, literáriamente, deixavam algo a desejar (eek!)
  • Os herdeiros dele são ricos
  • Eu não sou herdeiro dele
  • Ele teve muitas mulheres
  • Ele foi, de facto, espião :)
  • Ele teve um cão
  • Ele “jogava” na bolsa
  • Ele, aparentemente, tinha “sangue” duma rainha portuguesa
  • A casa dele na Jamaica era fixe
  • A jamaica é fixe
  • Ele não usava DSL
  • DSL quer dizer "Digital Subscriber Line"
Só não tenho a certeza de uma coisa: qual era mesmo a raça do cão supra citado? O Ian sei bem quem é, e a Jamaica sei onde fica.

Boa noite!

PS: Eu também ouvi falar de Fiji. Hei-de falar sobre isso, quando tiver a certeza de onde é. Tahiti (é assim que se escreve?) parece estar mais longe.

sinto-me: totó, claro
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publicado por Sergio às 03:25
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Perdidos & Achados

Continuando este nonsense das imagens perdidas, mas que não estão realmente perdidas :-),  há duas coisas que perdi recentemente, e são, de certo modo assim meio preverso, “imagens”, ou melhor, estereótipos. Não, não foi a inocência, essa já lá vai, inadequada e rápidamente substituida por por uma tendência embrutecedora para o que chamo de “credulice”. Enfim, de novo invento palavras. Mas é verdade, sou crédulo, mas não inocente, ingénuo mas não inteiramente burro, sabidão porém pouco esperto. Contradições, não mais do que “perdidas e achadas” também.

Também, afianço-vos, não se trata da minha inspiração ou, tampouco, da minha insónia crónica. Dessa última não me livro, solitária mas completamente agarrada às minhas noites ou madrugadas. A inspiração, essa, que aliás ainda não provei que alguma vez tivesse possuido, só se for para dizer uns disparatezinhos por aqui, uma vez que em mais lugar - ou forum - nenhum tenho “lata” para os expressar... portanto, “perdidos” não são: estes encontram-se aqui.

O que eu perdi, realmente, foi um sonho e uma certeza.

“Como se perde um sonho?”, questionar-se-á o meu atento, quiçá insone, decerto raro, leitor (ou leitora, claro!). Pois é. Um sonho perde-se quando se deixa de o ter. Sem querer afirmar simplesmente o óbvio, de facto tem aqui uma nuancezinha: eu não disse que é quando se “destrói”, ou mesmo quando se “altera” ou “esquece” o sonho. Nada disso. Este perde-se, inexorávelmente, quando pura e simplesmente deixa de lá estar. Quando a gente* o procura (estão a ver a cena?) e não o encontra mais.

É, sem dúvida, algo que soa a trocadilho fácil, a artifício barato de linguagem, só para fazer um floreadozinho. Mas, por favor, tentem ver a coisa: a gente sonha com algo, intensamente, deseja-o e vive-o. Fá-lo acordado, até no banho ou a caminho do trabalho, sei lá, até sem querer quando se está a falar com alguém e algo o despoleta, involuntário, forte, incipiente, fazendo com que os nossos olhos se percam, divaguem num ponto indefinido e distante, mesmo deixando o nosso interlocutor meio sem saber se estamos simplesmente a não lhe prestar atenção – aliás com razão, claro, porque estamos é a prestar atençao ao tal sonho... E, de repente, deixamos de o ter. Simplesmente desaparece. Sem substituição aparente, sem rasto, sem memória activa, residual que seja. Só nos lembramos dele um dia, fortuitamente, vagamente, como um reflexo, remoto, como algo a dizer-nos que aquele pequeno espaço do nosso imáginário, agora vazio, era dantes ocupado por algo que, afinal, parecia tão consistente, tão presente.

Então perde-se o sonho. Só então se nota que ele sequer existiu, que ele algum dia, em algum ridículo e patético momento, nos ocupou uma sinapse ou duas. Ridiculo, patético, porque, afinal agora já nem nos lembramos exactamente porque tinhamos o sonho, tão distante nos parece, diluido pela razão ou seja lá  o que fôr que o fez perder-se.

Há, neste processo todo, um ponto qualquer em que a “certeza” se perde também, e foi o que preversamente me aconteceu, asseguro-vos. A certeza de concretizar o sonho. A certeza de que sem sonho, sem certeza de o ter, este mais tarde ou mais cedo se perderá.

Portanto perdi também a certeza. E isso quebrou-me totalmente. Fez de mim um tipo insone e sem nada para dizer. Sou apenas um mamífero que já não acredita, já não completamente seguro de ser inteiramente bípede, que já não arrisca, que já pensa que dar uma pisadela na trampa ou ter que arriscar a vida saindo dum passeio para rua loucamente movimentada, porque há carros estacionados no dito, não deve sequer fazê-lo pestanejar, quanto mais refilar e gesticular que nem possesso com a falta de civismo ou de solidariedade, com a passiva (ou será activa?) agressão patente. Afinal, já desprovido da essencia do sonho e da força da certeza, apenas a razão, pura e simples, faz imperar o paradigma. O paradigma que faz com que os carros estejam estacionados no passeio porque não há parques de estacionamento, porque é caro fazê-los, porque sei lá, porque é preciso criar edifícios para pessoas, e passeios para elas andarem, mas é caro fazer estacionamento para esses mesmos cidadãos deixarem os seus carritos.

Não se deixem enganar, esta minha “refilice” de hoje não é sobre trampa de cão na sola do sapato, nem sobre carros estacionados em passeios. Nada disso. Nem sequer é uma “refilice” completmente desenvolvida – isso é só o mau feitio causado pela insónia. Este acto verborreico escrito tem só a ver com o meu sonho, o tal que se perdeu. Com a minha descoberta, aliás acidental, de que havia, de facto, um sonho, e que já nem sei onde está, já nem tenho completa certeza de que existiu.

Pois é. Sem sonho, estou apenas “à espera que o jogo acabe** ... Já nem me apetece provar nada, já não me motiva a luta ou a competição, já não vejo o amanhecer em nenhuma das minhas ideias, já não me estimula a aventura e a descoberta. O sonho ausente, agora quase já nem uma memória, só um vazio. Exacto, perder o sonho alterou o meu “paradigma”, a forma como vejo o mundo, os outros, o trabalho, o amor e... os sonhos. Alterou, sobretudo, a minha vontade de sequer tentar voltar a ter um sonho, seja este qual for.

E assim, resta-me a insónia, achada afinal. Pelo menos, resta-me a certeza de que a insónia ficará comigo. E uma dúvida inevitável, de novo a raiar o trocadilho, a soar a falsete: será que sem sonho, há só insónia?

Eu sei, a pergunta dos que “prescutam” isto, é inevitável: “Afinal, que raio era esse sonho, mesmo? Algo de concreto?”. Isso vai ter que ficar para outras insónias.

Enfim, tenho que me deixar de trocadilhos. E tentar dormir.


* E não refilemos com a expressão “a gente”. Toda “a gente” o diz. Essa expressão foi achada e não parece, de todo, perder-se mais... Não sonhei com ela. :-D

** Uso esta expressão com a devida vénia... não é minha, foi o que um amigo comentou sobre a minha atitude... Como não sei se ele o autoriza, não revelo quem foi ;-) Mas que, até debaixo do meu cinismo blasé, é verdade, é. Mais um redundante e desnecessário motivo de insónia, claro.
sinto-me: ...como sempre! (ou quase)
publicado por Sergio às 00:49
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Quinta-feira, 21 de Setembro de 2006

Imagem perdida

A imagem de topo parece ter-se perdido... alguém a viu??

(Sim, refiro-me à imagem que abrilhantava o meu cabeçalho, ali em cima...)
sinto-me:
publicado por Sergio às 15:52
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Domingo, 3 de Setembro de 2006

Ácerca do boletim meteorológico, ali ao lado...

Para quem não sabe, se alguma vez virem escrito "Nordela" naquele boletim meteorológico, é mesmo a zona onde o aeroporto de PDL (quer dizer, ICAO LPPD, ou seja Ponta Delgada) está. Simples, huh? Enfim, é debaixo do aterro...

Pensei que era importante.. :D
sinto-me:
publicado por Sergio às 23:05
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Quarta-feira, 30 de Agosto de 2006

Já agora: Sou um "Talento", "Vida-boa" ou "Mandarin"?

Eis a (inesperada) resposta :

I'm a Talent!

You're a risk-taker, and you follow your passions. You're determined to take on the world and succeed on your own terms. Whether in the arts, science, engineering, business, or politics, you fearlessly express your own vision of the world. You're not afraid of a fight, and you're not afraid to bet your future on your own abilities. If you find a job boring or stifling, you're already preparing your resume. You believe in doing what you love, and you're not willing to settle for an ordinary life.

 

Talent: 59%
Lifer: 26%
Mandarin: 46%

Take the Talent, Lifer, or Mandarin quiz.

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Embora possa parecer frívolo, afinal o teste é baseado em algo mais do que à primeira vista poderiamos pensar. O autor explica aqui.


sinto-me: aéreo
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publicado por Sergio às 08:42
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Mais um "Quiz"...

Há tempos atráz verificamos que, quanto a liderança, a minha figura política era o Saddam Hussein e o meu "filme" era o "Raiders of the Lost Ark". Cool. Agora, fui ver que carro eu seria! LOL!

I'm a Porsche 911!

You have a classic style, but you're up-to-date with the latest technology. You're ambitious, competitive, and you love to win. Performance, precision, and prestige - you're one of the elite,and you know it.

Take the Which Sports Car Are You? quiz.

 

sinto-me: good
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publicado por Sergio às 08:26
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Segunda-feira, 28 de Agosto de 2006

Banca rima com quê??

Numa total e radical mudança de ares, quiz o destino presentear-me com a duvidosa honra de me pôr a trabalhar num banco. Não, não vos vou revelar qual deles é que é. Apenas me atrevo a dizer que é grande e é Português.

Assim, penso que não é necessário descrever exaustivamente as razões que me levam a ter tido uma longa ausencia neste blog. Simplesmente, com o enfado total de trabalhar aqui, e apesar de tal não ter afectado a minha insónia, quando chego a casa quero fazer de tudo menos algo que me lembre este fastidioso, estéril e retardado ambiente. Por isso, nem olho para o computador. Aliás, faço sempre o mesmo esforço de também ignorar olimpicamente as garrafas no meu bar, resistindo pertinazmente à tentação de me anestesiar apropriadamente até à inconsciencia total, profunda e perigosamente intoxicante.

"Eh pá, isso não pode ser assim tão mau!", objectam os que me conhecem mas ignoram a verdadeira natureza da minha provação. È que, acreditem, só mesmo para quem ainda não viu mais nada, como esses todos funcionários bancários que por aqui vegetam - e, justiça faço, nem todos abjectos e amorfos - é que se pode sobreviver, ou melhor, sofrer este calvário povoado por incompetentes e outros indigentes corporativos. Afinal, são mais as vítimas, os acomodados ao saláriozinho mensal, frustrados mas piedosamente aderentes, do que os cretinos. O facto porém é que são os cretinos e os incompetentes que chefiam, e são estes que dão nas vistas, de duas formas distintas: tanto para reclamarem louros do que os outros realizam, como para se mostrarem como os verdadeiros condutores da manada.

Felizmente que tudo isso me é transparente, não fosse eu, ingrata e injustamente, julgar todos pela mesma bitola.

Mas enfim, aqui estou. Ansioso para voltar a outras oportunidades, mas grato por pelo menos ter trabalho, ou melhor, grato por me deixarem ainda sobreviver no meio desta trampa (acho que encontrámos a tal rima ) de politiquices, incompetencias, mexeriquices et al. Não é que antes eu não visse tais porcarias, só que eram muito menos, muito mais diluídas, sei-o agora.

Adivinho a inspiração, já a mostrar as garras, que me vai de novo povoar as insónias. Amigos e amigas, ah!, tenho algumas novas para vos contar! E vou ficar todo contente por o fazer!

A última vez que me senti assim, já há muitos anos, acabei por fazer um grande disparate. Tento resistir à tendencia,. agora, para enfiar o pé no monte, de novo, mesmo que para tal tenha que sobreviver enterrado até à gorja noutro monte... Enfim, porque é que não há escolhas perfeitas?
sinto-me:
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publicado por Sergio às 15:27
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Sexta-feira, 21 de Julho de 2006

Enfim, de volta

Olá blog meu. E olá, fortuitos e raros visitantes .

Enfim, volto a fazer um post aqui, desta feita nada pré- ou pós datado. Não, não deixei de ter insonias, estive foi a explorar outras geografias, outras virtualidades. Suspeito que vem ai a insónia de novo, pelo que espero enfiar aqui as respectivamente relacionadas inconsequencias e estupidezes habituais.

Mas, de resto, tenho a deixar aqui anotado: este blogs-beta do sapo já têm maturidade, estabilidade, complexidade e qualidade (que sempre teve), para deixar de ser beta. Talvez os "outros" blogs devessem passar a chamar-se "blogs-omega" por uns tempos, e estes devessem perder o sufixo "-beta" definitivamente...

Há coisas que eu ainda não entendo, apesar de bem habituado a enfrentar resistências contra as mudanças, contra progresso. Estas são sempre irracionais, muitas vezes fruto de pura ignorância, tantas outras vezes apenas fruto de insegurança e incerteza. Mas no caso dos blogs???! Enfim, explique-se lá isso...

Abraço a quem me leia. Felizes insonias.
sinto-me: estranho...
publicado por Sergio às 14:07
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Quinta-feira, 25 de Maio de 2006

Pós-datado

Este post é pós-datado. Não, a expresão correcta não é "pré", que significa "antes". Eu não estou a "adiantar" a data deste post, estou a "pos"-tecipá-la, ou seja, a "adiá-la"...

Enfim, esclarecido isto - o que serve para os cheques também, por falar nisso - deixem-me explicar a razão de eu fazer tal coisa. É que não tenho a certeza de que vou estar perto de um computador na data em que eu o quero publicar... e, se tal ocorrer, o post será publicado, porque de outra forma eu simplesmente o apago antes disso.

Complicado, huh? Pois. Se o post vier a ser automáticamente publicado, significa que estarei em viagem. Para bem longe. Longe do computador. Feliz, vivo, atento, mas em viagem. Talvez ainda insone, desta vez por causa do jet-lag. E depois, logo cá virei pôr a escrita em dia para contar o resto.

Beijos e abraços, entretanto. Desejem-me sorte. :)
sinto-me: em viagem
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publicado por Sergio às 21:22
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Domingo, 30 de Abril de 2006

Só para dizer olá

Prolífico nos posts, tenho sido últimamente, huh?

Pois, a não ser que algo me surpreenda, inspire ou de outra forma chame a atenção hoje, aqui fica o post da ordem, sem nada a dizer. Pelos numeros da minha estatísca sei que são muitos os que cá vêm, poucos os que comentam. Tímidos/as?

Mas fica aqui o meu olá, se serve para alguma coisa.
sinto-me: sem ideias
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publicado por Sergio às 09:51
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Terça-feira, 25 de Abril de 2006

Por falar em 25 de Abril...


... achei um piadão que o maluco da Madeira o tenha transformado em "tolerância de ponto" apenas. Não foi ele que no outro dia quase enfiou um dos deputados no pavilhão dos malucos, à la Estaline?

Que o gajo tem coragem, tem. Terá as sinapses todas? Ainda o enfiam é mas é a ele no pavilhão dos doidos ou num outro gulag qualquer. Ele ficaria feliz se fosse no Porto Santo, aposto.

Esta marca pontos para eu ter um sorriso quando for para a cama. Se me lembrar dela e estiver sozinho. :)
sinto-me:
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publicado por Sergio às 20:03
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Domingo, 23 de Abril de 2006

Nostalgias

Ando assim com umas nostalgias que até parecem despropositadas. Esta coisa de andar sempre a mudar de poiso, se tem os seus atractivos e vantagens, sem dúvida que encerra consequencias por vezes insuspeitadas e inesperadas. Uma delas é essa nostalgia despropositada a causar nós de estômago quando nos lembramos de momentos fugazes e impossíveis de reviver.

Enfim, tenho saudades. Nem sempre se traduzem em saudades de coisas pálpáveis ou de pessoas, mas sim de estados de espírito, sensações, conforto em estar de uma certa forma. Claro que às vezes é relacionado com pessoas ou situações. Mas a nostalgia, realmente, é mais abstracta do que isso, é mais incorpórea, por isso algo inexplicável e dificil de traduzir em palavras.

Mas porque será que, agora que estou aqui, já nada sinto sobre este lugar? Quando estava longe, só me lembrava de coisas engraçadas e agradáveis que passei aqui (não muito frequentes), ou, ao inverso, das totalmente inesquecíveis de tão execráveis (muito mais prevalentes!). Sempre em extremos, sempre releguei para o oblívio a pura e simples rotina, aborrecida e insidiosa que, afinal, sempre foi minha companhia por cá.

Assim, decerto, esqueço-me agora dos pontos mortos, os marasmos que sem dúvida atravessei quando estava do outro lado do Atlântico. Só que, realmente, parece-me que foi por lá que tive mais experiencias, mais frequentes, mais intensas e mais agradáveis. Será mesmo? Afinal porque insistia eu em ir ao Sousa's todas as quintas feiras para o bouffet português, ou ao Downtown aos sabados à tarde, para ver e falar com os outros lusos? Não era porque sentia saudades de estar aqui mesmo onde me encontro agora?

Agora só vejo mesmo o lado escuro disto tudo, refilo com o trânsito irracional e os maus modos dos cidadãos, detesto a comida por causa do preço exagerado e por me cobrarem o pão, e sinto-me ultrajado por não haver um unico singles-bar para tipos da minha idade em Lisboa. Nem um, afiançam-me! E mais, sempre que menciono isso, vejo-me invariávelmente obrigado a explicar, com mais ou menos paciencia, que não, não é bares de alterna ou de escorts que se trata, nem bares de strip! E não, esses lugares que me apontam no Bairro Alto também não qualificam para a designação.

Singles-bar é onde as pessoas normais, solteiras, provávelmente profissionais, necessáriamente solitárias, se reunem nas grandes cidades. É o tomar um copo e conversar com estranhos, que eventualmente podem deixar de o ser, tudo muito civilizado e normal, mesmo com uma partida de snooker pelo meio. Num desses bares a gente pode entrar sozinho, tomar um copo, e não ser obrigado a falar exclusivamente com o barman, se este estiver na disposição... se bem que, realmente, sempre me foi dificil sequer iniciar uma conversa com os barmen ou barmaiden aqui, tão carrancudos se mostram, tanta questão fazem em não "dar cufia".

Afinal tinha-me era esquecido de como funcionam as coisas por cá e os seis meses que já lá vão ainda não diluiram a estranheza e a "emigrantisse". As melhoras são notáveis, porém, pois já nao digo disparates do tipo "sure que sim" ou "telefono-te para trás" :-D Se bem que eu nunca fui dos piores, nunca adoptei palavras do tipo "buldingo" ou "garbicho", LOL!

O giro é que continuo a apanhar o avião aos fins de semana, só alguns, quando quero jantar em boa companhia ou simplesmente ir a um bar onde encontro outros (e outras) nostálgicos solitários, mas divertidos, comunicativos e solidários. Ou ir mergulhar em águas turvas, quentes, no meio das árvores e com uma cascata a cair-nos na cabeça. Duas horas sobre o Atlântico e não é na América. E fala-se português... ok, uma espécie de português, mas bem inteligível para mim :D

Mas a sério, ando a ficar farto de aeroportos. Já ultrapassei a fase de blasé, agora ja é mesmo só annoyance. Era bem melhor que aqui tudo simplesmente fosse igual. Um destes dias, vou é mas é começar a juntar dinheiro e abrir um dos tais "singles-bars". Receio apenas é que me torne no seu maior consumidor, senão o único... E depois, só para recuperar o investimento (e as perdas), contrariadamente ainda terei que o vender a um dono de strip joints... Parece que esses, esses proliferam e prosperam. Porque será???


sinto-me: esquisito
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publicado por Sergio às 21:24
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Sexta-feira, 21 de Abril de 2006

TGIF

Não é um formato de ficheiro. Não é uma sigla importante. Só quer dizer "Thank God It's Friday", para quem ainda tem dúvidas. É assim mesmo, e o facto de eu estar a fazer um post sobre isso (alivio, alivio!) marca o meu regresso inequívoco à falta de inspiração e de imaginação habituais.

Mas, mesmo assim - e a talhe de foice - permitam-me acrescentar algo: é que, pela mesma falta de inspiração, eu uso essas sextas-feiras para me inebriar na minha insónia a qual, como consequencia, me traz à net sem motivo especial, sem rumo e sem objectivo. Assim vou escrevendo as inutilidades do costume e vou lendo coisas brilhantes, inspiradoras,  por aí.

Infelizmente, nada que seja inspirador ou brilhante chega para acordar as sinapses necessárias para que eu tenha a capacidadde de produzir algo que se assemelhe...

Enfim, eu direi, com propriedade e experiència, que não passo de um apreciador, ignaro mas de espírito aberto, portanto não passo de um consumidor. E, garanto, feliz assim. Enquanto consumidor, tenho qualidade, enquanto criador a minha própria mediocridade me assusta, aterroriza e tira-me o sono :)

A parte boa de tudo isto é que nunca me deu para ser crítico. Assim todos estarão a salvo, incluindo eu próprio, do meu cinismo.

Pelo menos escrevo linhas de código, nem por isso melhores que as minhas "literarices", mas mais produtivas e, ocasionalmente, úteis.

Ás vezes interrogo-me, não sem um trejeito visível, que intercepto em imagens reflectidas em montras ou espelhos de elevador, se afinal o meu real desafio não é a solidão, em vez da insónia. Talvez a insónia seja apenas consequencia da outra...
sinto-me: "blasé"...
música: Momento
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publicado por Sergio às 20:22
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Terça-feira, 11 de Abril de 2006

Chamadas do além?


A chamada veio, e o telemóvel tocou, só completamente por esquecimento meu.

Enquanto me admoestava mentalmente, levemente irritado pelo tal esquecimento, desculpei-me aos presentes por tê-los feito aturarem o irritante toque que eu adoptei, e isso sem falar na completamente aceitável irritação que provávelmente sentiram por verem a reunião tão rudemente interrompida por causa da minha óbvia incúria e desconsideração.

Naturalmente, embaraçado de forma completamente evidente no rubor, lá apertei o botão vermelho para desligar a chamada, de soslaio olhando o mostrador para me certificar de quem me chamava, e assim poder pedir desculpas ao autor da mesma pela minha falta de educação em lhe desligar aquilo na cara. Afinal, fosse quem fosse, era completamente alheio ou alheia à minha estupidez que estava na origem natural de me ter esquecido de desligar o estupido telefone antes de entrar para uma reunião. Acontece, até eu me admito os clássicos cinco minutos de estupidez por dia, por isso até não me fustigo muito, retracto-me apenas.

Mas a irritação cresceu imediatamente. A chamada vinha de um número suprimido. Ou seja, o seu autor voluntáriamente tinha escolhido que eu não soubesse quem era. Criou-me dois problemas. Aliás, criou-me uma data de problemas: primeiro, o de não lhe poder pedir desculpas por lhe ter sumáriamente desligado a chamada; segundo, o de me deixar impedido de saber a quem ligar e perguntar do que se tratava; mais, como é que vou saber se a chamada era importante? Todas as chamadas são importantes prara mim, tão parco sou a informar do meu número...!

E depois, resolvi concentrar-me de novo na reunião, agora perdido o meu ímpeto, agora perdida a minha ascendência. Ah, quando chegasse lá fora ia ver se havia mensagem...

Advinharam? Não havia mensagem nenhuma! Nem número, nem mensagem na caixa de voz. Irritação crescente a tomar conta da minha capacidade de raciocinalizar, neurótico já, logo à saída da reunião, comecei logo a ligar para aqueles que eu sei que, por estarem no estranjeiro, quando telefonam, os seus numeros nunca aparecem (usam aqueles cartões marotos, ou manhosos...). Enfim gastei ali umas três chamadas para uns tantos países só para saber se fulano ou sicrana me tinham tentado ligar...

Finalmente, lá descontraí e fui para casa. Tipo, whatever, seja quem tenha sido, se queria mesmo falar comigo telefonará de novo. Só me esperava mais uma surpresa: também tinha uma chamada, com número suprimido e que não deixou mensagem, com uns dois minutos de intevalo da outra no meu telemóvel, no meu telefone de casa. E esse, esse número de casa, muito pouca gente tem. Só os amigos íntimos - e os recrutadores, que lêm o meu resumé (ou CV, como por cá se diz...).

Enfim, pergunto porquê. Afinal, eu compreendo que não se queira mostrar o número quando se quer preservar o anonimato. Ou seja, se eu quizer telefonar a alguém a quizer fazer ameaças, propostas desonestas, e tal, se calhar seria isso que eu faria, suprimia o numero. Seja como fôr, tal é definitivamente um acto que a mim me parece relacionado com algo inconfessável, obscuro e muito pouco civilizado. A preservação do anonimato é perfeitamente aceitável em muitas circunstâncias, aposto. Mas não em trabalho, não entre amigos. Nunca. Em trabalho, parece mal: se não querem que eu saiba o vosso número, será que posso confiar em vocês? Entre amigos, parece brincadeira: deves querer é pregar-me uma partida...

Enfim, eu sei, são neuroses. Será que ando a dormir pouco, de novo? Como em tantas outras, não perderei o sono por isto. Limito-me a escrever sobre isso no blog. É para isso que ele serve, espero.

:-D
sinto-me: incomunicável
música: Wanted Dead Or Alive - Jon Bon Jovi
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publicado por Sergio às 00:53
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Sábado, 8 de Abril de 2006

To whom that may have been wondering...

... when I would post something for you. Well, here it is. :)

Yes I miss you. And yes, I may be far and apart, but my thoughts are with you. Yes, I miss the winter, and the snow, and the bright, post card nights where the street lights faded under a moon that sprawled over High Park after a freezing, but irresistible, late March rain iced and crystalized our lingering looks on those pine trees. Trees bending under the weight of the white stuff. Evergreens and falling leaf trees, naked maple trees. Sweet, white nights. Crazy, wild white nights with no other concern but to have pure and healthy fun, monday already forgotten because it's into the future, too far to worry.

I will be calling. I will be knocking at your door. It will be summer, though. We will be strolling about Queens Quay or crazyng out on Crocodile Rock on a midsummer night. We may even just sit around a table on a College Street pateo and talk bad about  the weather while picking on a nice antipasto, as it's so usual for us. Or, maybe, we'll happily go together and hustle some pool at any bar, any joint that offers to our not so clear path through life and that brings us that rock'n'roll. But we will be together. We will cruise  inside our air conditioned canopies, or we will  gasp for breadth with our windows down, but we will go around and about. And we will have fun, together once more.

We may even fly, once more, over the lake. We may even, once gain, have some fun to remember.

If you have been wondering, stop. The answer is yes, I can still remember. I wanna be there.

Soon. Soon. :-)
sinto-me: cool
música: Miss You In A Heartbeat (Def Lepard)
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publicado por Sergio às 02:31
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