Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Sera que vem aí o bom tempo?

Finalmente, o sol! Está um friozinho a lembrar ainda o desconforto das ultima semanas, mas pelo menos já se espalha por mim o optimismo. O sol vem aí!

 

Agora so falta marcar as férias, economizar uns tostões para as ditas e ir vivendo com essa idea a servir de estimulo para se continuar a voltar a acordar todos os dias e ir trabalhar.

 

Vamos lá a isso! :)

 

publicado por Sergio às 16:53
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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

Fraude no paraíso das antilhas ou... simples Pirataria nas Caraíbas, mas do Estado?


De todas as coisas que me deviam preocupar agora (leia-se, "hoje em dia"), confesso que o Fisco e as coisas relativas a impostos não estão em posição muito alta na minha lista. Tais assuntos fazem-me o mesmo tipo de mossa que o Caso Freeport (do qual tenho opinião forte, mas relativamente à estupidez e indecencia de quem fomenta tais coisas com intuito de criar instabilidade) ou o já nauseabundo julgamento Casa Pia.

Encolho os ombros e abano a cabeça, mais do que com indiferença, com a indignação e frustração de quem já não espera muito do seu País e sua classe política ou da classe de individuos aparentemente destituidos de moral e principios mas prenes de egosimo e narcisismo que fazem o colegio dos nossos juristas, advogados e, tremam!, dos nossos magistrados e juizes.

Uma quebra de confiança geral na instituição Judicial e Legislativa é, também e no fundo, parte daquilo que um instituto recentemente veio chamar a atenção por ser um sinal grave de futura instabilidade social.

O pior é que mesmo exercendo o meu direito de eleitor, o que vejo é que qualquer mudança que se possa fazer é simplesmente para mais do mesmo, para muito de pior, ou para ainda mais de incerteza, insegurança e inconsequencia - e duvido que eu seja único nesse sentimento.

Portanto, à desilusão junta-se o sentimento de total impotencia e incapacidade para nos protegermos ou escolhermos quem o faça por nós. Daí a um cidadão vir de facto a tornar-se simplesmente num ser amorfo mas que numa turba se comportará como um total selvagem anti-social (tambem conhecido por "hooligan"), apenas vai um pequeno passo... Acho que temos visto isso a acontecer na Grécia e, mesmo, na Letónia, para além da "cena" com a criminalidade crescente que ja se sente por cá há uns bons tempos a esta parte.

Devo reconhecer que para mim o actual Governo, no meio da defecação intelectual e a excreção imparável de maus principios geral, comum ao "meio" em que chafurdam todos eles, destaca-se por ter pelo menos "parecido" querer fazer algo e por actuar de forma proactiva em casos que, no entanto, penso que qualquer pessoa de bom senso o memso faria. Enfatiso a expressão "bom senso": é que enquanto uns parecem tentar mostra-lo, outros simplesmente parecem querer mostrar-nos o quanto contrariados estão por não os deixarem também "brincar" e portanto vergonhosa e infantilmente tentam destruir a diversão de outros.

Mas o que suscitou a minha dúvida aqui, mais do que propriamente indignação, é como é que ainda nos regemos por uma lógica tão viciada no que se refere ao dever de pagar impostos. Refiro-me ao caso dos depósitos no Finibanco, nas Ilhas Caimão, um chamado "paraíso fiscal".

Primeiro, se é um paraíso fiscal, então que raio de cena é essa de se ter pagar impostos, ainda por cima num país que não é o das Caimão? Já aí não vos parece estranho, não?? Enfim, pelos vistos os próprios talões de depósito do banco lá tinham o avisoznho, portanto não é por aí que pode haver reclamação...

Depois, deixem-me só tentar estabelecer a lógica de raciocinio que me foi ensinada pelo meu "velhote" e outros anciãos com quem me fui cruzando ao longo da vida e que me influenciaram com conselhos ou exemplos. Esse senso comum a que me refiro, é o de que é honesto trabalhar-se muito, esforçar-se e dedicar-se, não gastar dinheiro em futilidades (ou, pelo menos, não muito), pagar os impostos e obrigações, contribuir para a Segurança Social de onde se espera mais ou menos optimisticamente que um dia venha a nossa reforma ou o alivio em momentos de doença, e juntar, economizar e preparar-se o melhor possivel para a reforma e para ajudar os filhos no seu espinhoso precurso da vida.

Faz sentido? Não fui eu o único que ouvi destas coisas, fui?

Não podendo nem querendo avaliar se os individuos a que as noticias se referem, foram ou não honestos trabalhadores que juntaram umas economiazinhas e as investiram onde lhes pareceu irem render mais, no entanto ocorreu-me logo que o "sistema" afinal pura e simplesmente desencoraja a honestidade.

 

Então, como me lembrava a minha mulher hoje de manhã, imagine-se que um tipo como eu leva uns 20 anos a trabalhar duro, paga impostos de todas as maneiras e feitios (como consumidor, ainda por cima, suporta o IVA em quase tudo!), desde impostos sobre o rendimento, impostos sobre transacções, sobre a venda da casa, sobre isto, sobre aquilo; no meio desse constante e vergonhoso sacar dos seus recursos, e vivendo com o seu salario que parece nunca acompanhar devidamente as necessidades e custos reais, la junta dinheirinho que vai pondo em contas a prazo e planos de investimento, dinheiro que ja é LIQUIDO de N impostos e obrigações e pelo qual ja se fartou de pagar e de repagar, necessáriamente!! E depois, lá se conforma e decide pô-lo a render num "paraíso fiscal", afinal porque se ficar por cá ainda o perde ou ainda tem que pagar ainda mais por ele e corre o risco de lhe sobrar muito menos do que planeara para a sua reforma...

Já estão a ver onde estou a chegar? Pois, ainda por cima, é acusado de "fraude fiscal" porque tentou protejer-se contra um estado irracionalmente dedicado a sacar e pouco fazer pelos seus cidadãos, mas que não deixa de empregar "fiscais" cuja personalidade parece ser a mesma de simples rufias treinados pela mafia para exercerem extorsão por todos os meios.

Vejamos, é bem possível, aliás parece mesmo que sim, que os senhores (ou senhoras) a que se referem tais noticias não sejam nenhuns santinhos nem nenhums velhotes reformados que trabalharam e sacrificaram pelos filhos e familia a vida inteira! Não sou ingénuo a esse ponto.

Pelo menos, porém, admitamos que, e seguindo um padrão geral que se nota quando se trata destas coisas, os "maus e feios" geralmente são uma minoria entre a multidão de gente boa e cumpridora (quiçá "bonita" :-D ) e por isso mesmo são mais visíveis do que as maiorias em geral. Há sempre tendencia de generalizar, isso é sabido, mas o facto anterior não deixa de ser verdadeiro. Assim, penso que é necessário apanhar e fazer cumprir a lei aos parvalhões que só causam instabilidade aos outros que se calam e "comem" constantemente.

Para mim o problema real não está aí, no entanto. O que acho é que se torna também em padrão visível o facto de que o nosso estado está constantemente a sacar, indiscriminadamente, e não dá qualquer esperança de que um individuo que seja de facto honesto consiga quebrar o ciclo da miséria e falta de prespectiva de futuro a que nos condicionam constantemente. E quando se imiscuem de forma tão obvia na vida privada de uns (ver as contas de cidadãos num Banco, ainda por cima no estranjeiro, a pretexto de investigar "esse" banco???!!) também o faz na de outros e, claramente, abusa do seu mandato e poderes. Para apanharem os "maus e feios" fazem-no por qualquer meio e, deplorávelmente, encurtam a liberdade e assustam, ameaçam e tiram a esperança aos que sempre para eles lá estarem contribuiram.

Onde é que já ouvimos falar disto, afinal? :-( Pois...!

A credibilidade, afinal o que está em causa no fundo, das instituições e do Estado acaba por ficar não mais do que ao mesmo nível da dos cidadãos infractores e perpretadores de "fraudes fiscais". É um estado pirata e, lamentavelmente, gosta de o ser e quem para "ele" trabalha não parece ter nenhum peso na consciencia ao fazer de rufia ao seu serviço (ignorancia ou patologia social?).

Se calhar a "crise" virá limpar isto tudo, com os cidadãos a entrarem em modo de turba indisciplinada, à grega :-), e a baterem finalmente o pé e em coisas. Ou virá só piorar  irreparávelmente, se o "Estado" entrar numa de sacar ainda mais para se salvar, por qualquer meio e a qualquer pretexto, deixando os cidadãos sem força para se "calçarem", quanto mais para marcharem e gritarem insultos...

 


 

sinto-me: Preocupado e algo confuso
publicado por Sergio às 11:43
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