Domingo, 8 de Outubro de 2006

O Oito e O Destino



Já alguma vez pensaram o que estaria por trás da expressão "a minha vida está feita num oito"?

Pois é, acho que a minha está. Mas, hey!, não se deixem enganar pelo fatalismo que se insinua sempre, não só nas minhas habituais dissertações, mas também nas mentes de quem usa tal expressão, como o faço agora! É que o número oito, afinal, deitado, representa o simbolo matemático do infinito, representa o ciclo eterno, fechado e renovado, constantemente em movimento e progresso, ora negativo, ora positvo, mas sempre a tender para o equilíbrio universal.

Hoje é dia oito, e eu adivinho isso mesmo. Mudanças. Uma volta completa no loop do oito. A simetria da propria grafia do numero faz com que nunca cnsigamos ter a certeza se este está virado para cima ou para baixo, portanto que devo pensar? Mudanças para cima ou para baixo?

Não interessa. Vai ser mudança. Radical, e não há nada a fazer sobre isso. É adaptar ou morrer, continuar ou ficar apenas parado sem destino e sem esperança. Já que tudo parece perdido e indiferente, a mim parece-me que será uma mudança para algo melhor. Ou pior. Sei lá. Interessa?

O que é certo, e aí reside a minha última e única tentativa de pensar positivo, é que o infinito é simétrico e, seja o que for que lhe façamos, ele tende a voltar ao equilíbrio como um daqueles bonecos sempre-em-pé.

LOL!, até já nem era a primeira vez que eu era comparado com um desses!

Enfim, feito num oito ou não, vou até aguardar, silenciosamente, expectante mas não muito. Vamos lá a ver o que o oito me trará. Seja o que for, acredito que seja equilibrio. Para melhor ou pior. Só que eu suspeito que isto ainda vai piorar antes de melhorar...

É o Destino do número Oito, ligado ao meu. :)

Cheers!

(NOTA: Este post já estava escrito e eu não o tinha publicado. Faz sentido hoje fazê-lo, por isso vou pré-datar o dito para dia 8 de Outubro. Foi nesse dia que de facto o escrevi.)
sinto-me: Apreensivo mas preparado.
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publicado por Sergio às 19:12
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Sábado, 7 de Outubro de 2006

Será que me chateia?



De repente, percebi algo importante. Sim, eu sei, às vezes sou lento, de formas irrevogávelmente recuperáveis, do ponto de vista pessoal, claro. Mais uma vez, enfim, compreendi que estou destinado à mediocridade, nem mais.

Será que isso me chateia? ... Será? Bah!

Adorava que a resposta fosse simples. Mas antes de continuar, tenho que esclarecer algo aqui: este blog é pessoal, é o meu desabafo pessoal. Não espero qualquer espécie de aprovação - ou reprovação. Nada. Eu até só cumpro o dever de usar este idioma, e da forma mais correcta que me é conhecida, porque este blog está no sapo **. Senão, escreveria como o Irmão Salvatore (ref. ao filme, "O nome da rosa" - baseado, aliás, num livro de Umberto Eco - e, em particular, à interpretação fenomenal que Ron Perlman deu ao personagem), e tudo o que diria seriam disparates, misturas de idiomas sem sentido, coisas que as pessoas nunca pensariam ser normais, inteligíveis ou racionais. Só fariam sentido para quem dominasse mais que um idioma, claro. Ainda bem que não estamos nessa tal de idade média (os anglos chamam-lhe "dark ages", vá-se lá saber porquê!! ... )

Como de costume, divago. Óbviamente, isto é mais um produto das minhas insónias, nada poético, tampouco amigável. Se eu escrevesse porque o mundo me parecesse "fixe", para ocupar as horas de inónia, ou outras, porque sofreria eu de insónia??

Aliás, esclareçamos, eu não SOFRO de insónia. A insónia invade-me, apodera-se de mim, acorda-me quando quero dormir, chateia-me solenemente, e, recursivamente [pt], obriga-me a tê-la. Faz sentido?

Pois, por isso falei do tal Irmão Salvatore. Ás vezes penso que, insone ou não, tudo o que digo não passa de uma algarviada de moçárabe, godo e latim, e que, por isso mesmo, e acrescentando todas aquelas porcarias foneticas alienigenas  [2ª opinião] que fui aprendendo, sentido não fazem para ninguém. Nem para mim.

Tudo o que digo é apenas ruído. Tudo o que penso, é estática. Hehehe, enfim, imaginem!, ainda acabo como o irmão Salvatore. Pois, ele acabou assado, no espeto.

Será que ele dormia, antes da "cozinhação", no "barbecue" da inquisição? Rima, eh?

Boa nacht. Buona noite. Sleep bem, and no te dementiques auf revêr!*

LOL!


* Desafio-te a traduzires isto!

** ('Tá bem, está no sapo e estou bem orgulhoso do sapo ter os blogs, ok?) - pois, os dois asteriscos foram só p'ra confundir ainda mais a coisa, hehehehe.

sinto-me: Insone, como de costume...
publicado por Sergio às 02:41
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