Domingo, 30 de Abril de 2006

Só para dizer olá

Prolífico nos posts, tenho sido últimamente, huh?

Pois, a não ser que algo me surpreenda, inspire ou de outra forma chame a atenção hoje, aqui fica o post da ordem, sem nada a dizer. Pelos numeros da minha estatísca sei que são muitos os que cá vêm, poucos os que comentam. Tímidos/as?

Mas fica aqui o meu olá, se serve para alguma coisa.
sinto-me: sem ideias
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publicado por Sergio às 09:51
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Quinta-feira, 27 de Abril de 2006

Londres, ali ao lado, a 57 euros...


Vamos lá neste fim de semana? Custa o mesmo que um bom jantar no Bachus, ou uma loucura de marisco no Ramiro. Fácil, huh?

A última vez que lá estive, foi de passagem, como tantas vezes me acontece. Tive que aturar o escrutínio de um segurança de aeroporto que, à porta do avião para Toronto, me notou no meio da multidão. A técnica usada é a de reparar em quem é diferente, um motivo de suspeita: é a minoria no meio da multidão!

É assim: eu estava num voo da imperial British Airways, com destino à cidade que os americanos queimaram já lá vão muitas, muitas luas, mas era o único cidadão baixinho, moreno e com a barba por fazer. Assim, como devm calcular, era fácil para toda a gente notar-me no meio da sala de embarque de um 747, a preparar-se para transportar todos esses irlandeses, escoceces e outros descendentes, aloirados e de olhos mais claros, que iam de regresso ou visitar as suas familias na velha cidade do Upper Canada. Claro, uma vez que eu meço pr'ái umas 2 polegadas menos que a média daquele grupo, eu seria notado.

Assim, e sem nenhuma cerimónia desnecessária, com o seu irritante e pomposo sotaque british, o energúmeno insistiu em me chatear à porta do avião e em me fazer perguntas indiscretas à frente de toda a gente. "Então você como é que vai ser aceite no Canadá?", finalmente perguntou-me. Entre um sorriso e um ar inequívoquo de que eu, se pudesse, lhe arrancava a garganta à dentada, respondi-lhe:

"Bem, os canadianos nunca me recusaram ou suspeitaram de mim e, como já disse umas três vezes, eu resido lá há uns anos. Aliás, não me surpreende que eles não me recusem entrada: eu pago impostos, e não são poucos. Deve ser por isso que, apesar de eu ter um passaporte europeu, você me estã a chatear, não? Porque não pago impostos aqui?... Bem, não será por isso que eu quero mesmo é regressar, para sentir que sou bem tratado??? Deve ser para não ter que aturar isto, e acho que nunca mais escolho Londres como aeroporto de passagem..."

Note-se, tudo isto com os gestos naturais de um "south-european" e o tom de voz a acompanhar.

O animal deixou-me entrar logo de seguida, sem mais hesitações. Foi como se de um interruptor se tratasse, agora é escuro, click, agora é claro. Cabisbaixo, o sorriso perdido, lá voltei a entrar na fila à porta do avião, quase sem resistir a olhar por cima do ombro, agora consciente do quão diferente eu era do resto das pessoas.

Fiquei envergonhado, porque tudo se passara à frente dos outros passageiros, mas inchado e convencido de que tinha chegado para ele, estúpido brit. Porém, quase toda a viagem o episódio me vinha à mente, como sempre nos recorrem e revivemos os episódios algo traumáticos. Com um leve sorriso, meio convencido, sempre deixava para trás a coisa, certo de que tinha sido a minha esperteza e verve que o tinha posto de lado.

Enfim, tudo mudou logo que vi um documentário televisivo em que tudo se explicou. Afinal, aquilo não passa de uma técnica. Uma técnica de stress. Aparentemente, se eu não tivesse ficado irritado, e quase insultado o cevado, eu teria sido considerado perigoso. Se eu me tivesse aguentado e, sorrindo sempre, fosse melífluamente repondendo a tudo de forma civilizada, tal teria sido indicação inequívoqua de que aquele avião explodiria, comigo lá dentro, perto ou não de Lockerbie.

Deve ser por isso que eles por lá matam, a tiro, brasileiros inocentes porque são mais escuros que eles e levam mochilas ás costas para o Tube. Esse rapaz, em vez de inocentemente estar completamente alheio ao que se passava, deveria ter é mostrado inequivocamente aos polícias, preferívelmente antes de o matarem, que estava já muito irritado com eles. Teriam deixado o moço em paz. Uns insultozinhos bem aplicados teriam talvez resultado. Pior é que se calhar ele nem falava tão bem inglês assim...

Agora, deixem-me perguntar: porque acham que a British baixou o preço das passagens? Não será porque já ningém quer lá ir e eles, por contrato, têm que fazer o voo na mesma, para manterem a concessão (o "slot") de Lisboa?? Não deve ser porque os lisboetas preferem is comer marisco a Londres...

Tenho outros episódios para contar, claro, mas isso fica para outras insónias... Afinal acho que nem todas as minhas insónias se relacionam com Portugal. O denominador comum deve ser mais Europeu, mesmo.
sinto-me:
publicado por Sergio às 23:44
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Quarta-feira, 26 de Abril de 2006

Como se diz "chain-letter" em português?...


Se há coisa que me chateia e, ás vezes e por inerência da profissão, me tira o sono (literalmente), são as estúpidas "chain-letters". Mesmo sem ser capaz de traduzir, faço aqui um post sobre isso. Afinal, este blog tem tudo a ver com o que me pode tirar o sono...

Porque será que as pessoas entram naquela do "envia a dez amigos ou o azar te baterá à porta"?? Tudo o que as estupidas "chain-letters" servem é para criar lixo, agora electrónico, e abuso de largura de banda. Enfim, por favor, quem me conhece, abstenha-se de me enviar coisas dessas!

Aceito e aprecio as anedotas partilhadas, algumas tão já vistas, mas aprecio a intenção. Aceito e aprecio que me enviem, incluido numa lista de contactos, tudo e mais alguma coisa. Mas, assim que vejo a frase "lê e re-envia para nao sei quantos" fico logo arrepiado. Enfim, por suprestição ou não, sei que uns quantos de facto cumprem e reenviam a porcaria da mensagem para não sei quantos contactos que lá se solicitem. Eu, porém, limito-e a apagar a mensagem. Não creio ter sido por isso que tenha ficado menos feliz, pelo contrário, acho que assim mantenho as minhas caixas de correio electrónico mais suadáveis e mais disponíveis.

E, se eu não identificar claramente quem me enviou a "chain-letter", vai logo para a lista do "spamassassin". Sem mais hesitações. Radicalmente, essa pessoa nunca mais me enviará tal coisa. Também, nunca mais haverá a oportunidade mútua de nos contactarmos, após algo assim...

Será que ando a perder oportunidades de contacto por causa desta proliferação de estupidez? Mais uma para eu perder o sono, se calhar. :-/
sinto-me:
publicado por Sergio às 23:47
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Terça-feira, 25 de Abril de 2006

Por falar em 25 de Abril...


... achei um piadão que o maluco da Madeira o tenha transformado em "tolerância de ponto" apenas. Não foi ele que no outro dia quase enfiou um dos deputados no pavilhão dos malucos, à la Estaline?

Que o gajo tem coragem, tem. Terá as sinapses todas? Ainda o enfiam é mas é a ele no pavilhão dos doidos ou num outro gulag qualquer. Ele ficaria feliz se fosse no Porto Santo, aposto.

Esta marca pontos para eu ter um sorriso quando for para a cama. Se me lembrar dela e estiver sozinho. :)
sinto-me:
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publicado por Sergio às 20:03
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Solidariedade Wi-Fi


Assim como gosto de andar nú pela casa, logo após o banho, e fumar um cigarrito sentado em posição de lótus e a beberricar o meu café, também me habituei a usar o meu portátil (hehehe, outra melhoria, dantes eu dizia "lap-top" e portátil para mim era um Palm com wireless...) em qualquer ponto da casa, após o banho, mas sempre sentado com ele ao colo. Uma vez que tenho mais que um computador e todos têm que estar ligados à net, natural é que compro logo um router wireless. Assim, mesmo na casa de banho, posso ir ver o meu email...:)

Ora ai está algo diferente. Quando comprei o meu aqui em Lisboa, naturalmente configurei-o sem qualquer restrição de acesso. Isto quer dizer que qualquer dos meus vizinhos, ou quem passe na rua com os seus Palms, pode aceder à net simplesmente adquirindo o meu sinal. Sem restrições. Sem preocupações da minha parte.

De olhos muito abertos, os cabelos a eriçarem-se, a Zee, que me acompanhava na altura em que eu fazia o set-up, gaguejou logo após uns segundos de choque:

"'Tás... ehu, estás maluco???!!"

"Maluco porque?", respondi, enquanto apertava melhor os terminais RJ45 ligados ao meu PC. "Isto está a funcionar, não?"

Ela engoliu em seco, respirou fundo, e, não sem deixar transparecer o tom condescendente, explicou:

"Eh pah, tu vais ficar tramado, vão abusar da tua largura de banda!". Ela é do norte, a palavra que usou não foi exactamente "tramado", a original aqui suprimida para manter este post próprio para todas as idades e para açoreanos :)

Fitei-a completamente incrédulo. Nah, pensei, quem estava doida era ela, as pessoas não são assim tão mesquinhas. Encolhi os ombros, dei-lhe um dos meus sorrisos marotos que significam que nao quero responder para não a fazer sentir mal e desviei a conversa para outra coisa qualquer. A coisa passou e esqueci-me completamente do episódio.

Óbviamente, no dia seguinte quando regressei do trabalho, esperava-me a realidade. Em choque puro, vi que TODA a minha largura de banda permitida para um mês inteiro tinha sido utilizada numa noite!

Como é possivel, pensei, como?? Claro, vendo um tanso como eu, os vizinhos não resitiram. Há que torrar a ligação do parvo que a deixou aberta, já agora há que aproveitar e fazer download desses filmes todos, dessas músicas todas, tudo ao mesmo tempo que é para não ser para mais tarde. E mais, não eram um nem dois, eram não menos do que sete - SETE!! - penduras!!!

Corri com eles imediatamente, e fechei o acesso ao router logo, claro. A Zee, que mora uns dois apartamentos acima do meu, usava nessa altura a minha ligação, por isso criei uma conta restrita para ela e assim ficou resolvido o problema.

A ressaca do acontecido, mais uma das que agora tão frequentemente me assolam desde que voltei, demorou a passar, porém. Pois, lá donde vim quase toda a gente deixa os acessos abertos. Todos partilham a "bandwidth", de modo que quando eu configurava o meu router sentia-me na obrigação de o fazer também. É que dessa forma eu seria beneficiário, ser-me-ia possível aceder ao meu email e outras coisas mesmo que não estivesse em casa. E teria assim também a oportunidade de pagar de forma inderecta o favor. Afinal,  what goes around, comes around...

A diferença é que nunca, nunca tive ninguém a aproveitar-se da minha generosidade e, julgo, da dos outros que possuiam routers wi-fi, para fazer o que me fizeram aqui. Afinal a idéia é democrática, é uma espécie de solidariedade de netters. Não se abusa, por isso está disponível. Partilha-se, como se de água se tratasse. Afinal, também se paga a água e penso que não se recusa um copo da dita a ninguém, não? Não vale a pena é tirarem-nos, secarem-nos logo o depósito inteiro, tudo de uma vez!
sinto-me: tansóide
publicado por Sergio às 15:27
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Domingo, 23 de Abril de 2006

Nostalgias

Ando assim com umas nostalgias que até parecem despropositadas. Esta coisa de andar sempre a mudar de poiso, se tem os seus atractivos e vantagens, sem dúvida que encerra consequencias por vezes insuspeitadas e inesperadas. Uma delas é essa nostalgia despropositada a causar nós de estômago quando nos lembramos de momentos fugazes e impossíveis de reviver.

Enfim, tenho saudades. Nem sempre se traduzem em saudades de coisas pálpáveis ou de pessoas, mas sim de estados de espírito, sensações, conforto em estar de uma certa forma. Claro que às vezes é relacionado com pessoas ou situações. Mas a nostalgia, realmente, é mais abstracta do que isso, é mais incorpórea, por isso algo inexplicável e dificil de traduzir em palavras.

Mas porque será que, agora que estou aqui, já nada sinto sobre este lugar? Quando estava longe, só me lembrava de coisas engraçadas e agradáveis que passei aqui (não muito frequentes), ou, ao inverso, das totalmente inesquecíveis de tão execráveis (muito mais prevalentes!). Sempre em extremos, sempre releguei para o oblívio a pura e simples rotina, aborrecida e insidiosa que, afinal, sempre foi minha companhia por cá.

Assim, decerto, esqueço-me agora dos pontos mortos, os marasmos que sem dúvida atravessei quando estava do outro lado do Atlântico. Só que, realmente, parece-me que foi por lá que tive mais experiencias, mais frequentes, mais intensas e mais agradáveis. Será mesmo? Afinal porque insistia eu em ir ao Sousa's todas as quintas feiras para o bouffet português, ou ao Downtown aos sabados à tarde, para ver e falar com os outros lusos? Não era porque sentia saudades de estar aqui mesmo onde me encontro agora?

Agora só vejo mesmo o lado escuro disto tudo, refilo com o trânsito irracional e os maus modos dos cidadãos, detesto a comida por causa do preço exagerado e por me cobrarem o pão, e sinto-me ultrajado por não haver um unico singles-bar para tipos da minha idade em Lisboa. Nem um, afiançam-me! E mais, sempre que menciono isso, vejo-me invariávelmente obrigado a explicar, com mais ou menos paciencia, que não, não é bares de alterna ou de escorts que se trata, nem bares de strip! E não, esses lugares que me apontam no Bairro Alto também não qualificam para a designação.

Singles-bar é onde as pessoas normais, solteiras, provávelmente profissionais, necessáriamente solitárias, se reunem nas grandes cidades. É o tomar um copo e conversar com estranhos, que eventualmente podem deixar de o ser, tudo muito civilizado e normal, mesmo com uma partida de snooker pelo meio. Num desses bares a gente pode entrar sozinho, tomar um copo, e não ser obrigado a falar exclusivamente com o barman, se este estiver na disposição... se bem que, realmente, sempre me foi dificil sequer iniciar uma conversa com os barmen ou barmaiden aqui, tão carrancudos se mostram, tanta questão fazem em não "dar cufia".

Afinal tinha-me era esquecido de como funcionam as coisas por cá e os seis meses que já lá vão ainda não diluiram a estranheza e a "emigrantisse". As melhoras são notáveis, porém, pois já nao digo disparates do tipo "sure que sim" ou "telefono-te para trás" :-D Se bem que eu nunca fui dos piores, nunca adoptei palavras do tipo "buldingo" ou "garbicho", LOL!

O giro é que continuo a apanhar o avião aos fins de semana, só alguns, quando quero jantar em boa companhia ou simplesmente ir a um bar onde encontro outros (e outras) nostálgicos solitários, mas divertidos, comunicativos e solidários. Ou ir mergulhar em águas turvas, quentes, no meio das árvores e com uma cascata a cair-nos na cabeça. Duas horas sobre o Atlântico e não é na América. E fala-se português... ok, uma espécie de português, mas bem inteligível para mim :D

Mas a sério, ando a ficar farto de aeroportos. Já ultrapassei a fase de blasé, agora ja é mesmo só annoyance. Era bem melhor que aqui tudo simplesmente fosse igual. Um destes dias, vou é mas é começar a juntar dinheiro e abrir um dos tais "singles-bars". Receio apenas é que me torne no seu maior consumidor, senão o único... E depois, só para recuperar o investimento (e as perdas), contrariadamente ainda terei que o vender a um dono de strip joints... Parece que esses, esses proliferam e prosperam. Porque será???


sinto-me: esquisito
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publicado por Sergio às 21:24
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Sexta-feira, 21 de Abril de 2006

TGIF

Não é um formato de ficheiro. Não é uma sigla importante. Só quer dizer "Thank God It's Friday", para quem ainda tem dúvidas. É assim mesmo, e o facto de eu estar a fazer um post sobre isso (alivio, alivio!) marca o meu regresso inequívoco à falta de inspiração e de imaginação habituais.

Mas, mesmo assim - e a talhe de foice - permitam-me acrescentar algo: é que, pela mesma falta de inspiração, eu uso essas sextas-feiras para me inebriar na minha insónia a qual, como consequencia, me traz à net sem motivo especial, sem rumo e sem objectivo. Assim vou escrevendo as inutilidades do costume e vou lendo coisas brilhantes, inspiradoras,  por aí.

Infelizmente, nada que seja inspirador ou brilhante chega para acordar as sinapses necessárias para que eu tenha a capacidadde de produzir algo que se assemelhe...

Enfim, eu direi, com propriedade e experiència, que não passo de um apreciador, ignaro mas de espírito aberto, portanto não passo de um consumidor. E, garanto, feliz assim. Enquanto consumidor, tenho qualidade, enquanto criador a minha própria mediocridade me assusta, aterroriza e tira-me o sono :)

A parte boa de tudo isto é que nunca me deu para ser crítico. Assim todos estarão a salvo, incluindo eu próprio, do meu cinismo.

Pelo menos escrevo linhas de código, nem por isso melhores que as minhas "literarices", mas mais produtivas e, ocasionalmente, úteis.

Ás vezes interrogo-me, não sem um trejeito visível, que intercepto em imagens reflectidas em montras ou espelhos de elevador, se afinal o meu real desafio não é a solidão, em vez da insónia. Talvez a insónia seja apenas consequencia da outra...
sinto-me: "blasé"...
música: Momento
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publicado por Sergio às 20:22
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Acabei de saber...

Afinal, os Blogs já são 20.000. Não sei como expressar, em privado e agora já longe, o quanto tal significa para mim. E como é verdade, significa de facto muito, não posso deixar de o partilhar. :)

Foi trabalho duro, e continua, eu sei. Mas aquela equipa, meus amigos, meus colegas, merece os parabéns e o abraço. Aqui fica. Sem mais e com simplicidade. :-D
sinto-me: quase impossivel de aturar...
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publicado por Sergio às 00:47
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Terça-feira, 11 de Abril de 2006

Chamadas do além?


A chamada veio, e o telemóvel tocou, só completamente por esquecimento meu.

Enquanto me admoestava mentalmente, levemente irritado pelo tal esquecimento, desculpei-me aos presentes por tê-los feito aturarem o irritante toque que eu adoptei, e isso sem falar na completamente aceitável irritação que provávelmente sentiram por verem a reunião tão rudemente interrompida por causa da minha óbvia incúria e desconsideração.

Naturalmente, embaraçado de forma completamente evidente no rubor, lá apertei o botão vermelho para desligar a chamada, de soslaio olhando o mostrador para me certificar de quem me chamava, e assim poder pedir desculpas ao autor da mesma pela minha falta de educação em lhe desligar aquilo na cara. Afinal, fosse quem fosse, era completamente alheio ou alheia à minha estupidez que estava na origem natural de me ter esquecido de desligar o estupido telefone antes de entrar para uma reunião. Acontece, até eu me admito os clássicos cinco minutos de estupidez por dia, por isso até não me fustigo muito, retracto-me apenas.

Mas a irritação cresceu imediatamente. A chamada vinha de um número suprimido. Ou seja, o seu autor voluntáriamente tinha escolhido que eu não soubesse quem era. Criou-me dois problemas. Aliás, criou-me uma data de problemas: primeiro, o de não lhe poder pedir desculpas por lhe ter sumáriamente desligado a chamada; segundo, o de me deixar impedido de saber a quem ligar e perguntar do que se tratava; mais, como é que vou saber se a chamada era importante? Todas as chamadas são importantes prara mim, tão parco sou a informar do meu número...!

E depois, resolvi concentrar-me de novo na reunião, agora perdido o meu ímpeto, agora perdida a minha ascendência. Ah, quando chegasse lá fora ia ver se havia mensagem...

Advinharam? Não havia mensagem nenhuma! Nem número, nem mensagem na caixa de voz. Irritação crescente a tomar conta da minha capacidade de raciocinalizar, neurótico já, logo à saída da reunião, comecei logo a ligar para aqueles que eu sei que, por estarem no estranjeiro, quando telefonam, os seus numeros nunca aparecem (usam aqueles cartões marotos, ou manhosos...). Enfim gastei ali umas três chamadas para uns tantos países só para saber se fulano ou sicrana me tinham tentado ligar...

Finalmente, lá descontraí e fui para casa. Tipo, whatever, seja quem tenha sido, se queria mesmo falar comigo telefonará de novo. Só me esperava mais uma surpresa: também tinha uma chamada, com número suprimido e que não deixou mensagem, com uns dois minutos de intevalo da outra no meu telemóvel, no meu telefone de casa. E esse, esse número de casa, muito pouca gente tem. Só os amigos íntimos - e os recrutadores, que lêm o meu resumé (ou CV, como por cá se diz...).

Enfim, pergunto porquê. Afinal, eu compreendo que não se queira mostrar o número quando se quer preservar o anonimato. Ou seja, se eu quizer telefonar a alguém a quizer fazer ameaças, propostas desonestas, e tal, se calhar seria isso que eu faria, suprimia o numero. Seja como fôr, tal é definitivamente um acto que a mim me parece relacionado com algo inconfessável, obscuro e muito pouco civilizado. A preservação do anonimato é perfeitamente aceitável em muitas circunstâncias, aposto. Mas não em trabalho, não entre amigos. Nunca. Em trabalho, parece mal: se não querem que eu saiba o vosso número, será que posso confiar em vocês? Entre amigos, parece brincadeira: deves querer é pregar-me uma partida...

Enfim, eu sei, são neuroses. Será que ando a dormir pouco, de novo? Como em tantas outras, não perderei o sono por isto. Limito-me a escrever sobre isso no blog. É para isso que ele serve, espero.

:-D
sinto-me: incomunicável
música: Wanted Dead Or Alive - Jon Bon Jovi
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publicado por Sergio às 00:53
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Sábado, 8 de Abril de 2006

To whom that may have been wondering...

... when I would post something for you. Well, here it is. :)

Yes I miss you. And yes, I may be far and apart, but my thoughts are with you. Yes, I miss the winter, and the snow, and the bright, post card nights where the street lights faded under a moon that sprawled over High Park after a freezing, but irresistible, late March rain iced and crystalized our lingering looks on those pine trees. Trees bending under the weight of the white stuff. Evergreens and falling leaf trees, naked maple trees. Sweet, white nights. Crazy, wild white nights with no other concern but to have pure and healthy fun, monday already forgotten because it's into the future, too far to worry.

I will be calling. I will be knocking at your door. It will be summer, though. We will be strolling about Queens Quay or crazyng out on Crocodile Rock on a midsummer night. We may even just sit around a table on a College Street pateo and talk bad about  the weather while picking on a nice antipasto, as it's so usual for us. Or, maybe, we'll happily go together and hustle some pool at any bar, any joint that offers to our not so clear path through life and that brings us that rock'n'roll. But we will be together. We will cruise  inside our air conditioned canopies, or we will  gasp for breadth with our windows down, but we will go around and about. And we will have fun, together once more.

We may even fly, once more, over the lake. We may even, once gain, have some fun to remember.

If you have been wondering, stop. The answer is yes, I can still remember. I wanna be there.

Soon. Soon. :-)
sinto-me: cool
música: Miss You In A Heartbeat (Def Lepard)
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publicado por Sergio às 02:31
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Sexta-feira, 7 de Abril de 2006

Leadership...



What Famous Leader Are You?
personality tests by similarminds.com

;)
sinto-me:
música: Coro dos Hebreus, claro!
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publicado por Sergio às 17:53
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...



What Classic Movie Are You?
personality tests by similarminds.com
Hehehehe, acho que é mesmo verdade ;)
sinto-me:
|| tags: ,
publicado por Sergio às 17:43
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