Terça-feira, 20 de Dezembro de 2005

Efemérides?

Na verdade, a unica efeméride digna de destaque hoje, é que está a passar-se exactamente o mesmo que ontem: continuo sem imaginação e a insónia persegue-me. É só.
publicado por Sergio às 17:42
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2005

Ilusões de Regresso...

Bem, não posso deixar passar esta e vou abrir uma excepção e tentar falar a sério em qualquer coisa. Ou melhor, escrever algo que de facto tenha um conteúdo qualquer...

Quando eu vinha a caminho de cá, já mesmo a chegar, o avião entrou ali em final la prós lados do farol da caparica, a fazer-se à pista. Esta aproximação é a minha favorita, porque ele passa quase em cima da Ponte 25 de Abril, e esta vê-se ali em baixo a estibordo, meio de ângulo, quase como se se pudesse tocar nela com os dedos. Naquela madrugada o dia estava lindo. E eu, tal como qualquer miúdo que viaja pela primeira vez, esborrachei o nariz contra o plexiglas da janela, ignorando a condensação incomodativa, tentado absorver a vista: o porto, as docas, um navio de cruzeiro acostado, lá ao fundo as Amoreiras, de repente já baixinho e a Feira Popular a correr, e depois, quase de seguida e quase sem permitir que recuperemos o fôlego, o "touch down", o chiar dos pneus e as palmas serôdias dos viajantes a aplaudir um piloto que faz aquilo mecânicamente e com auxilio do abençoado ILS.

Ainda antes de chegar ao tal farol da Caparica, eu mentalmente ia imaginando, com auxilio do meu relógio, a que altitude estavamos, e, como sempre, enganei-me. Sei que me enganei por uma razão muito simples: o piloto tem de abrir o trem abaixo dos 10 mil pés, portanto, se na altura que ele abriu o trem eu pensava que estavamos ainda a 15 mil, isso significa que eu estava redondamente enganado. Raio de piloto daria eu! Mas, adiante, não era nada disto que eu queria falar. O que eu queria dizer, antes de enveredar por mais esta inconsequente e desinteressante disertação, era que eu vinha cheio de saudades e cheio de expectativas e estava a sentir tudo isso à medida que via o recorte da costa a desenhar-se no horizonte. Tinha de cá saído em 2002, portanto em 3 anos muita coisa pode mudar e eu preparava-me para algumas surpresas.

Optimista, confesso e aparolado como sou, claro que idealizava suspresas agradáveis. Coisas assim do tipo: as pessoas começaram a sorrir e a dizer "obrigado" e "desculpe" ou "com licença"; os condutores da Carris passaram a dizer "bom dia" ou "boa tarde" ou "boa noite" - com um sorriso franco - aos passageiros que entram nos autocarros; os carros deixaram de estacionar em segunda fila ou em cima dos passeios; na segunda circular já nao há engarrafamentos; as pessoas despejam os tabuleiros depois de comer no McDonalds; enfim, a lista podia ir ainda mais longe. É como digo, optimismo lamechas. Não nego, sou mesmo aparolado.

Então, nada me tinha preparado para a realidade, claro. Óbviamente, pouco havia mudado. Mas garanto que foi quando pisei uma coisa escorregadia e malcheirosa, de uma espécie abundante nos passeios, que me saltou a tampa. É que todos esses paseios ao pé da minha casa têm lá uma pequena placa com um cãozinho a apontar com a cauda, de forma bem clara, para aonde se espera que os seus fiéis amigos humanos os convençam a largar as suas cargas intestinais. Já agora, eu até saloiamente pergunto: esses humanos, meus vizinhos, que passeiam os seus melhores amigos caninos por ali, de facto também usam os passeios e não são imunes à pisadela na merda, pois não? Ou será que desenvolveram, pela convivência com os seus animaizinhos, um qualquer sexto sentido, um radar que os faz serem capazes de evitar a trampa? Enfim, espero que pisem e voltem a pisar e que venham a ter que limpar a sola dos seus sapatos todos os dias e todas as vezes que saiem à rua, e, mais, que o cheiro se lhes entranhe pela casa toda e lhes ofenda para sempre as narinas.

Pedir que essas pessoas andem de saquinho plástico e uma pázinha na mão, quando passeiam os seus cãezinhos, para apanharem civilizadamente as poias com que estes presenteiam os outros transeuntes, é de facto pedir de mais, acredito. A evolução tem de se fazer penosa e lentamente, claro. Mas, bolas!, custa alguma coisa fazer o cão cagar na rua, onde os carros da câmara passam e limpam???

Não vou perder o sono por causa disto, acreditem. Tenho muito mais coisas que me causam a cronica insónia. Mas que perdi algumas das ilusões com que eu vinha inundado, isso perdi...
|| tags: ,
publicado por Sergio às 19:12
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Nome do Blog

Qualquer dia altero o nome deste blog. Devia, de facto, chamar-se "Blog dos Aborrecidos" ou coisa assim. Só não o faço já porque o raio do nome "insonia" é tão giro que agora por pirraça àqueles que não tiveram a mesma brilhante ideia antes de mim, não deixo mais ninguém usá-lo...


Afinal, já que não tenho inspiração para mais nada, pelo menos exibo esse resultado fortuito e aleatório de um dos muito breves e raros momentos em que uma das minhas sinapses produziu algo de nota! Aliás, acredito mesmo que tivesse sido um acidente, um perfeito acaso, uma daquelas coisas tipo "!linhas cruzadas" entre os meus neurónios.


E, para vos dar uma amostra do quão amorfa é a minha imaginação, basta ver que este nome é por mim considerado um golpe de génio. É preciso insistir mais??
publicado por Sergio às 18:23
link do post | comentar | favorito

Receitas para a Insonia

Sugestões para combater a insónia:

- Vem ao insonia frequentemente e lê os artigos.
- Usa TV Cabo básica
- Ver os eléctricos a passar na Afonso III - esta é tão mais eficaz que podes esperar até ficares mumificado/a...
- Prepara um banho quente - e senta-te ao lado da banheira à espera que a água arrefeça...
- Depois de a água arrefecer, prepara outro banho e volta a repetir o truque.
- Podes fazer o mesmo com relva ou qualquer planta: senta-te e vê-a crescer.


Há mais e eu vou adicionando à medida que me lembrar ou me sugerirem.

Boas insónias!
|| tags:
publicado por Sergio às 17:16
link do post | comentar | favorito

Zero nas ideias...

Como sempre. Olhando para a folha em branco - no meu caso, o ecran do pc - e uma vez mais sentindo o fatal bloqueio de escritor...



A bem da verdade, a palavra "escritor" é aqui empregue muito generosamente e com laivos de cabotinice mal disfarçada. Não, não sou escritor, o bloqueio é que é referido dessa forma :)



Aliás, vê-se pela minha prosa. Embora nunca tenha sido pretensioso, confesso que já houve tempos em que a minha verborreia até que se lia e fazia sentido. Tempos idos, claro. Idos há muito. Agora só consigo reunir laivos de imaginação para escrever sobre eu nao ter imaginação nenhuma.



Ah!, tristeza. Porque diabo fui eu começar a escrever requerimentos, petições, traduções e documentos técnicos? O meu cérebro, ou a parte do dito que contém a inspiração, ficou dormente para depois se tornar completamente inacessível.



Pelo menos assim, posso apontar-vos para outros que têm imaginação, como a Esfregona Electrica. Há que dar lugar aos que podem!



Talvez um dia a inspiração volte, como se tivesse ido dar uma volta para espairecer ou fugir temporariamente do abuso a que eu a estava a submeter com aquela prosa toda, inconsequente e inimaginativa. Ou talvez inventem uma droga que me ajude. Eu sou contra as drogas, porém, e tera assim que ser por prescrição médica...



Entretanto, pode ser que estes artigos sem rumo e sem conteúdo possam vir a suscitar alguns comentarios que compensem a minha total falta de talento. Boa ideia ou nao? ;)


publicado por Sergio às 15:49
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 12 de Dezembro de 2005

Corto Maltese: Uma Homenagem a Hugo Pratt


Hugo Pratt e Corto Maltese
Uma Homenagem, por Sergio de Sousa



Page: 1/5





Como o seu criador (um pouco como eu tambem), Corto Maltese é um cidadão do mundo, um cavalheiro da fortuna




Hugo Pratt precorreu mundo, esteve em lugares exóticos e navegou por muitos mares. Como ele, Corto &ecute; um romantico
viajante, misterioso e fleumático, que fez a sua propria linha da vida com uma navalha de barbear.


Sempre com o seu uniforme da marinha britanica, calmo e atento, ceptico e tantas vezes cínico, Corto
vê-se envolvido em enrredos e episódios
da historia conturbada deste século, desde a China às praias da Cornualha, dos mares do Sul à beleza de
Maracaíbo, da Amazónia a Africa.



Corto Maltese é um personagem fictíio mas cuja descrição é tão rica que inclui uma

biografia detalhada
.





''Sabes, a minha mãe era uma Cigana de Gibraltar,
uma feiticeira famosa, e ela conhecia bem os seus diabos...''




De certa forma, ele é o Alter Ego do própio Hugo Pratt, quiçá quem Pratt sempre desejou ser...
E, afinal, quem não
gostaria de ter vivido uma vida aventurosa e romantica como a de Corto Maltese?? ;-)


Com maestria e arte, talento nas letras, Pratt, esse cavallier de la fortune ele mesmo,
faz-nos participar
e desejar estar presente, lado a lado, com Corto Maltese e olhar nos olhos Venexiana
a má, ou beber da
sabedoria de um feiticeiro indio na Amazonia.
Apaixonado, um cinico Corto finge nada lhe tocar mas na esencia do seu intimo ele na verdade
anda numa busca
que jamais termina, como tantos nós...





O relato das suas demandas de lugares exóticos e aventuras começa pela mão de
Pratt nos mares do sul, nessa
fantastica obra prima que é "A Balada do Mar Salgado".






"Sou o Oceano Pacífico e sou o maior de todos".



Estas são as palavras que abrem "A Balada Do Mar Salgado", e com que Pratt abre também a grande aventura de Corto Maltese
a tinta da china, com o estilo minimalista mas poderoso que, confessadamente, influenciou tantos outros grandes
artistas da Banda Desenhada, como Milo Manara ou Guido Crepax,














De grande impacto dramático, favorecendo o grande contraste e jogando hábilmente com a
profundidade de campo nas imagens, o estilo de Pratt já foi, injusta e erradamente, algumas vezes confundido com
uma inabilidade para o desenho.



Com efeito, quando Pratt desenha os seus personagens estes são tão expressivos que é
impossível o leitor não se identificar imediatamente com as emoções expressas,
com o poder envolvente da narrativa nas suas imagens e texto.





Um poderoso exemplo da capacidade de Pratt de expressar as emoções pela imagem
como poderoso elemento narrativo está representado na Balada do Mar Salgado na cena em
que Corto Maltese, da janela do seu quarto, é visto em grande plano na altura em que Slutter
é fuzilado pelos ingleses. É de tal forma a expressão de Corto, que são
superfluas quaisquer palavras para descrever o que ele sente no momento: no espirito dos leitores,
que o acompanham já na sua frustração com todo o processo que leva á

execução, não restam dúvidas que o absurdo e inutilidade do que esta a acontecer
naquele momento consomem o cinico marinheiro no seu íntimo, afinal não tão frio e distante como quer
que os outros o vejam (N.A.:infelizmente não tenho a imagem dessa página, adoraria
poder colocá-la aqui...
)




Quanto á sua capacidade de desenhar, ainda, penso que bastará dar ao leitor aqui uns dois ou três
exemplos de imagens de Pratt, e o leitor julgará por si:







Slutter e Pandora:


A hora aproxima-se...




























Embora tentando não se comprometer nunca, na superficie, Corto Maltese é ele mesmo um amante da liberdade e da justiça. Tal facto ligado ao seu fado de homem que nasceu sem uma linha da vida na sua mão e que sempre se envolve com a mulher errada, condena-o á solidão e a mudar constantemente de lugar, em busca de paz ou de outra paisagem em que perdomine a tranquilidade e o mar azul, de que nunca se consiguirá separar...

Corto Maltese e as Mulheres


Os personagens femininos parecem ser de extrema importancia em toda a obra de Hugo Pratt e em
particular nas "aventuras" de Corto Maltese. Assim, tal tem que se mencionar aqui.



Do ponto de vista do próprio personagem, este é um romantico
completamente incorrigível, que nunca resiste aos encantos femininos. Tal caracteristica

é consistente com o estilo literário geral, que é romance e aventura por
natureza. No fundo, como seu alter ego, Corto é a imagem do seu autor, decerto...












Tango: Um poderoso e simbólico momento


As imagens de Pratt falam por si...



Com poderosos traços e simbolismo, Corto é retratado junto às mulheres de uma
forma que as dignifica. As mulheres que se cruzam com Corto Maltese e que lhe ficam no coração
são ricas em personalidade, emoções, sendualidade e são de facto diversas no
seu carácter e origens.




Não se tratam de "bonecas de papel", simplesmente presentes pela sua sensualidade ou beleza. Estas
são mulheres cuja presença é real e que são inteligentes e participantes no
enredo. Pratt explora, de novo com talento, a diversidade que a beleza feminina étnica possui e
retrata as mulheres de varias raças e origens de forma real e inconfundível. Quando vemos
uma Etíope, ela é MESMO inconfundívelmente Etíope, e esse facto é

visivel, de forma que chega a ser surpreendente para o leitor para tantas outras - inglesas, holandesas,
mulatas brasileiras, orientais... De facto, embora este capítulo seja dedicado a Corto e suas Mulheres, tal respeito
pela indentidade e etnicidade dos seus personagens é uma constante na obra de Pratt e visivel tanto
nos personagens masculinos como femininos...




Mas não se tenha nenhuma duvida: como o seu autor, Corto Maltese é um verdadeiro Homem
que gosta das mulheres e que goza de todas as caracteristicas de tantos outros homens que
vivem - e sofrem - todas as emoções, inseguranças e
contradições que acompanham habitualmente o
relacionamento com o sexo oposto. Corto, fleumático e pretendendo uma frieza ou distanciamento,
contradiz com essa atitude a sua constante busca daquela que lhe levaria o coração.













Diferentemente de Guido Crepax, um desenhador influenciado pelo estilo de Pratt, cujo enfase é

sempre nos aspectos sexuais de uma forma explicita,
senão exagerada, com prejuizo da riqueza narrativa em muitos casos, Pratt faz questão que as
mulheres de Corto sejam reais e nem sempre adere aos padrões de beleza em voga, artisticos
ou da sociedade em geral.
Apesar de, quando necessário à narrativa ou ao conteúdo, Pratt retratar as mulheres ou
as situações com grande sensualidade, em nenhum caso se poderá afirmar que estas
sejam apenas um pretexto para a representação do erótico.





Corto Maltese é um aventureiro inconformista, endurecido e curtido em aventuras a batalhas. Quando
se trata de mulheres, porém, o lobo do mar, sedutor e irresitivel, apaixona-se sempre
pelas mulheres erradas. Elas são assassinas, traiçoeiras e manipuladoras, espias ou, simplesmente, inteiramente dedicadas
a uma qualquer causa, sem lugar nas suas vidas para o místico marinheiro de Malta.



O Reluctante Defensor da Liberdade




As causas da Liberdade dos povos são outra constante da obra de Hugo Pratt, aqui também
presentes como nucleo de toda a historia de Corto Maltese. Porém, a causa da Liberdade do Individuo
é, sem dúvida, a principal motivadora de Corto que, reluctantemente, se ve constantemente
envolvido em causas mais profundas e de maior significado apenas porque o seu poderoso senso de respeito
pela justiça e direitos do individuo lhe não permitem virar a cara para o lado sem intervir.



Este é mais um aspecto da obra com que me identifico pessoalmente e que teve em mim, como
penso que tem em tantos outros jovens, um profundo impacto na formação das minhas
opiniões, ideais e consciencia politico-social, durante os primeiros anos da minha adolescencia,
altura em que eu, como tantos outros miudos, "devorava" Banda Desenhada.




E por isso que, na minha humilde opinião, a obra de Hugo Pratt deve ser vista não
como mero objecto de entretenimento, mas pelo seu potencial formativo e influenciador das ideias.



Corto vai desde a Siberia a China, a America do Sul, a Espanha em guerra, a Irlanda para vingar a morte
de seu amigo Pat Finnuncan, um militante do IRA, e rebentar com um quartel Inglês. Ele é
verdadeiramente um cidadão do mundo e um lutador da liberdade, mas afirma que a sua causa é
individual e que as suas motivações são egoistas em essencia, mas o leitor
não se deixara enganar, porque os seus actos falam por si.






O Autor: Hugo Pratt




Traduzido em muitas linguas, Hugo Pratt é hoje em dia um homem universal e sem duvida um artista que marcou o seu
tempo.



A sua ultima obra, Saint-Exupéry O Ultimo Voo (Casterman 1995), presta tributo a esse outro grande escritor
(lembram-se de "O Princepezinho"?) que
para mim tem tambem a caracteristica especial de ter sido um dos pioneiros da aviação comercial na europa,
afinal um aventureiro comtemporâneo de Corto Maltese, afinal um idolo de juventude do proprio Hugo Pratt...





Pratt nasceu em 1927 em Italia, filho de um Frances e de uma Italiana. A sua familia mudou-se logo a seguir ao
seu nascimento para Veneza, cidade que sempre o encantou com os seus misterios e canais, e que ele tão bem retratou
na Fábula de Veneza. Mais tarde, viveu na Abissinia com a sua familia, tendo voltado para uma Italia em guerra,
uma Italia de Mussolini...



Depois de se alistar no exército de Mossulini, na sequencia de um diferendo com seu avô, acabou a guerra
como interprete vestindo o uniforme Britanico.



Em Dezembro de 1945, com Mario Faustinelli e Alberto Ongaro funda a revista " Albo Uragano ". Mais tarde, em 1949, vai
para a Argentina onde conhece tantas personalidades influentes e que ele mais ou menos retrata ao longo da sua
obra. Em 1962 regressa a Europa, para a sua Veneza, onde se instala mas de onde parte para tantas viagens
pelo mundo fora, para lugares exoticos e dificeis de alcançar. Numa desses viagens, ao Brasil, Pratt tem dois filhos:
um com uma mulatinha brasileira e outro com uma india amazónica :-)



Hugo Pratt estabeleceu-se como um dos mais importantes artistas e autores de Banda Desenhada do mundo, antes de falecer
em Lausane, em 20 de Agosto de 1995. Nesse dia, o mundo perdeu um grande artista, um poeta das imagens, um prosador
das emocoes, um romantico de uma epoca que não voltará.











Este artigo foi originalmente publicado na Geociies, em 22 de Agosto de 1995,

em como minha Homenagem, humilde e privada, a Hugo Pratt que falecera dois dias antes.




Foi revisto e acrescentado para publicação na SerSo.com em 17 de Fevereiro de 2005.



publicado por Sergio às 12:09
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

Nada como começar...

Será que um blog é apenas um diário inconsequente e sem rumo? Começo apenas com esta questão. Não serve para nada, a questão, a sério: serei eu o único benificiário, para já, uma vez que so me resta confessar que não faço ideia de como começar!! Fair enough?
publicado por Sergio às 11:47
link do post | comentar | favorito

|| mais ...

pesquisar

 

Abril 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
19
20
23
24
25
26
27
28
29
30

|| posts recentes

Desistir da Felicidade é ...

Havia uma luz...

All is forgotten...

Sem dormir, outra vez

Desculpem...

A rasoura de Occam, o meu...

Queres ser Escritor em Po...

Não é giro, mesmo, que fa...

Sera que vem aí o bom tem...

Fraude no paraíso das ant...

Praxe Administrativa

Estíolo

A doce calmaria

Acabei de notar...

Manifesto (de Janeiro...)

|| arquivos

Abril 2012

Março 2012

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Março 2011

Fevereiro 2009

Setembro 2008

Fevereiro 2008

Junho 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Dezembro 2005

|| tags

todas as tags

|| favoritos

Efeméride

Os velhos do restelo

|| links

|| imagens

blogs SAPO

subscrever feeds